Ingrid Ruiz

O que é uma dieta low carb?

Low carb é o termo em inglês para uma dieta com baixo teor de carboidratos. Assim como outras dietas da moda, baseia-se em uma restrição alimentar, como seu nome sugere.

Esse baixo teor é classificado em:

. Teor muito baixo de carboidratos (menos de 10% de carboidratos na alimentação) ou 20 a 50 gramas por dia;

. Teor baixo de carboidratos (menos de 26% de carboidratos) ou menos de 130 gramas por dia;

. Teor moderado de carboidratos (de 26% a 44% da alimentação composta por carboidratos).

Em uma alimentação considerada saudável, a quantidade de carboidratos fica em torno de 45% a 65% desse nutriente, podendo chegar até a 75% da refeição. Portanto, a dieta low carb recomenda um consumo de carboidratos muito abaixo disso. E no lugar dele, entram os alimentos ricos em proteínas e gorduras.


Mas "cortar" o carboidrato emagrece?


Excluir ou reduzir consideravelmente toda fonte de carboidrato da sua alimentação vai sim trazer um perda de peso imediata. Mas isso é um tanto ilusório: perde-se muita água e muita massa magra – o que é bem ruim para a saúde – e depois perde-se alguma gordura. Como o carboidrato é um nutriente essencial para o funcionamento do corpo, a sua ausência é entendida como uma agressão, e passamos a usar as reservas desse nutriente no corpo – nomeadamente o glicogênio. Além disso, para se defender do período de escassez, o corpo aumenta o apetite e diminui o metabolismo. É por conta desse processo que ocorre o efeito sanfona ou efeito rebote, quando as pessoas engordam novamente após uma dieta restritiva.


Mas por que o corpo precisa tanto de carboidrato?


Os carboidratos são nutrientes que desempenham inúmeras funções em nosso organismo.

A principal delas é fornecer energia para o nossas atividades do dia a dia e para a manutenção do funcionamento adequado do corpo. Na digestão, os carboidratos são quebrados em moléculas menores, a glicose, que são utilizadas pelas células e armazenadas nos músculos e no fígado sob a forma de glicogênio.


Os carboidratos também têm uma função estrutural, compondo os ácidos nucleicos (DNA e RNA), responsáveis por armazenar, transmitir e traduzir a informação genética.


O cérebro precisa de carboidrato


Para funcionar adequadamente, o cérebro depende quase que exclusivamente de carboidrato sob a forma de glicose. Quando as reservas de glicose estão baixas, o corpo passa a utilizar outros nutrientes, como as gorduras, para gerar glicose e energia. Chamamos esse processo de cetose, pois produz corpos cetônicos (compostos produzidos pelo corpo em pequenas quantidades, e que em grandes quantidades podem ser tóxicos). Isso resulta em um grande estresse para o corpo e cérebro, com considerável aumento do apetite, o que pode levar a compulsões, exageros, culpa, reganho de peso, insatisfação corporal, quando então podemos reiniciar uma nova restrição alimentar. E assim entra-se no ciclo vicioso e frustrante das dietas restritivas.


Dietas restritivas não são sustentáveis!


Todos são capazes de "cortar" o carboidrato por um tempo. Mas não por toda uma vida! Portanto, uma dieta sem carboidratos não parece, a longo prazo, trazer melhores resultados para a perda de peso que uma alimentação saudável. Em vez de exclusão, tente a moderação – como com todos os nutrientes. Busque variedade e consuma alimentos de todos os grupos alimentares, cultivando uma relação gentil com a comida e com o seu corpo.


Recomendo vivamente que assistam no YouTube a série “Low Carb: Carbofobia, Proteínomania e Gordurolatria”, do médico nutrólogo Dr. Eric Slywitch, disponível neste LINK.

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